Antroposofia (ou Minha inveja a Steiner, parte I)

Procurávamos uma escola que não fosse tradicional, conteudista, desrespeitosa do momento único e irreparável que é a infância. Encontramos uma certa Escola Waldorf Micael, estranho nome de um idoso misturado com o de um poderoso Arcanjo. Ela satisfazia tudo o que procurávamos. Era bonita, colorida, arborizada. Nos anos mais iniciais não se ouvia falar em disciplinas, ou os conteúdos eram dados de forma muito leve, natural, inseridos sutilmente na dinâmica do dia. Falava-se no brincar livre e via-se o pátio cheio de brinquedos artesanais, de madeira. Alguns professores eram carpinteiros, e sabia-se que a própria carpintaria seria ensinada às crianças em momento oportuno, mas ainda na infância, como se o ato de carpintejar a madeira bruta refletisse o trabalho na própria alma. Aliás, tudo lá parecia ter um sentido oculto de levar a que os atos externos reverberassem no interior das crianças, e dos adultos também. Os professores pareciam felizes e em harmonia com a natureza. Uma preo...